III. Arte ao Centro Brasil - Palestra de Arquitetura


O Arte ao Centro Brasil fez um recorte acadêmico possibilitando, em parceria com a Universidade Paulista em Araraquara, a palestra do arquiteto André Duarte Baptista que trabalhou com jovens estudantes do curso de arquitetura, com temas interessantes do ponto de vista do urbanismo e reabilitação urbana, apresentando importantes projetos aplicados a cidade portuguêsa de Torres Vedras.


André Baptista, 1980, Torres Vedras.


Arquiteto na Câmara Municipal de Torres Vedras, ilustrador  do jornal Mila Gaipa , é coordenador do grupo CCC Sketchcrawl TVedras, co-coordenador do Arte @o Centro, membro dos Urban Sketchers PT e Correspondente convidado dos Urban Sketchers Brasil. Participação em exposições coletivas, tem desenvolvivo várias oficinas e workshops, além de  palestras conferências  no que se refere ao desenho e patrimônio.

blog: http://andreduartebaptistaarq.blogspot.pt/




“Torres ao Centro”

"O centro histórico de Torres Vedras, que se encontra num profundo processo de reconfiguração urbana promovida pelo programa de reabilitação urbana “Torres ao Centro”, assente sob as directrizes do Plano de Pormenor de Reabilitação Urbana do Centro Histórico, em vigor desde 2010.



"A reabilitação de um centro histórico depende muito do plano a ele subjacente, que estabelece as premissas a seguir, assim como os objectivos pretendidos. Os planos estratégicos deveriam resultar da articulação entre a legislação em vigor e a análise do Lugar. A legislação indica que essa análise deve centrar-se na Identidade do Lugar: arquitectura, urbanismo, população, habitat, património, economia, história, cultura….. Tendo em conta que os centros históricos foram, na sua maioria, elementos dinâmicos capazes de se adaptarem às circunstâncias de cada época/sociedade, torna-se fundamental conhecer a evolução da sua matriz urbana ao longo dos séculos, assim como a sua relação com as dinâmicas de crescimento da restante urbe e se essa reconfiguração comprometeu ou não a Identidade do Lugar.



A presente comunicação alicerça-se na dissertação de mestrado O Lugar como Simbiose: Centro Histórico de Torres Vedras, por mim defendida, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Essa investigação pretendeu colmatar a ausência de um documento, de conhecimento público, complementar que permita conhecer a sua morfologia urbana. Tendo em conta que a matriz urbana é uma das premissas fundamentais da Identidade, julga-se primordial o exercício de reconstituição do seu desenvolvimento urbano. Tal exercício ajuda a sensibilizar os mais conservadores, para o facto de estas zonas antigas nunca terem sido estáticas, mas sim dinâmicas, capazes de se adaptarem aos novos desafios e que foi essa capacidade que permitiu-lhes chegar ao séc. XXI, através de processos de reconfiguração, uso e manutenção. Conhecer a sua evolução urbana e os pólos de atracção do crescimento periurbano, permite-nos entender quais os elementos essenciais que caracterizam a morfologia urbana, cujo desaparecimento, colocaria em causa a Identidade do conjunto. Por outro lado possibilita-nos reflectir sobre a continuidade de outros, cujo desaparecimento poderia beneficiar a harmonia e sustentabilidade do todo. A construção e a demolição, o avanço e o recuo, estiveram sempre presentes na evolução das urbes. Um centro histórico é como um corpo composto por várias células, onde não podemos dissociar as partes do todo. Mas também não é menos verdade, que qualquer célula necessita de se regenerar.




As dinâmicas de desenvolvimento da matriz urbana dos centros históricos e a sua relação com a restante cidade, podem e devem contribuir para alcançar soluções inovadoras que promovam a revitalização destas zonas adormecidas através do combate à sua sacralização e consequente“museificação”.
Independentemente das ideologias, torna-se quase impossível libertarmo-nos do passado, afinal a sociedade assenta sobre um quadro genético, onde a memória tem uma importância fundamental e como tal, todo o ser humano, desde a sua nascença, vai assimilando tudo o que o rodeia e isso vai repercutir-se nas suas acções, logo no espaço físico que o envolve diariamente. Como tal, urge um equilíbrio, nesta relação tão delicada entre passado e o futuro, Valorizar o passado, sim, mas projectando e promovendo o futuro dos edifícios e dos lugares, logo da sociedade."


UNIVERSIDADE PAULISTA- UNIP

Com a produção da Profa. Dra. Euzânia Andrade, a palestra do Arq. André Duarte Baptista aconteceu em uma sala de aula da universidade, cujas dependências são muito modernas.





















Professoras da UNIP e comitiva de Torres Vedras acompanhados por
Euzânia Andrade e Lauro Monteiro
A Câmara Municipal de Araraquara realizou uma palestra onde ocorreu a apresentação do projeto urbanistico, com a participação da Dra. Ana Umbelino e do Arquiteto André Duarte Baptista. Veja no link:
(http://www.camara-arq.sp.gov.br/site/index.php/torrienses-e-araraquarenses-se-reunem-na-camara-municipal/)
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Sobre Lauro Monteiro Filho

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